Como funcionam os repelentes?
O princípio é o mesmo para todos os tipos – mas alguns são mais eficazes do que outros. Confira.
É quase inevitável. Você coloca a cabeça no travesseiro, depois de um longo e cansativo dia de trabalho. Apenas para que, segundos depois, aquele irritante barulhinho de “bzzzzzz” chegue aos ouvidos.
A solução (além de ir atrás do meliante) é se lambuzar com repelente. A recente explosão de casos de dengue então, tornou o produto indispensável. Mas, afinal, como ele consegue afastar os mosquitos?
Funciona assim: o tempo todo, exalamos uma grande quantidade de odores no ambiente. Não é só cecê: há cheiros que o nosso olfato não consegue detectar. Mas alguns insetos (como pernilongos e o mosquito da dengue) conseguem – e são atraídos por eles. Em especial, a liberação de CO2 e de ácido lático (este último, pelo suor).
Os mosquitos se orientam para picar alguém (e se alimentar de seu sangue), por meio de suas antenas, e é exatamente aí que os repelentes costumam agir. Eles possuem compostos químicos que bloqueiam os receptores das anteninhas.
Isso, claro, não é o suficiente para espantá-los do ambiente. Mas basta para deixá-los desorientados, incapazes de pousar em nossa pele.
Quais são os tipos de repelente?
Em geral, os repelentes (tanto o spray quanto o creme) possuem três compostos químicos: DEET, IR 3535 ou Icaridina. E eles estão diretamente ligados à eficácia do produto.
O DEET é a substância mais utilizada na maioria dos repelentes. Ela foi registrada pelas Forças Armadas do exército americano ainda em 1946. Em 1957, sua patente foi quebrada e ele pôde ser usado no resto do mundo. Repelentes com DEET não são recomendados para crianças com menos de 2 anos. O tempo de duração varia de 2 a 8 horas, dependendo de sua concentração.
O IR 3535 pode ser aplicado em crianças a partir de 6 meses, e a duração também depende da concentração. Mas o composto mais eficaz segundo a Organização Mundial da Saúde é a Icaridina. Ela dura mais (até dez horas) e gera uma área maior de proteção ao ser aplicado na pele. Para crianças com menos de dois anos, há uma versão específica.
[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjM0NTQ0NSwidGl0bGUiOiJNb3NxdWl0byBkYSBkZW5ndWUgYWRxdWlyZSByZXNpc3QmI3hFQTtuY2lhIGEgaW5zZXRpY2lkYXMifSx7ImlkIjozMzc5NTksInRpdGxlIjoiViYjeEVEO3J1cyBkYSBkZW5ndWUgZSBkYSB6aWthIHBvZGVtIHRlIGRlaXhhciBtYWlzIGF0cmFlbnRlIHBhcmEgb3MgbW9zcXVpdG9zIn0seyJpZCI6MzE5NTQ2LCJ0aXRsZSI6IkNhdG5pcCBwb2RlIHNlcnZpciBjb21vIHJlcGVsZW50ZSBkZSBtb3NxdWl0byBwYXJhIGdhdG9zIn1d[/abril-veja-tambem]
Já aquele repelente elétrico de tomada não desorienta os mosquitos – ele os envenena. Ele libera um composto chamado Piretróide, um derivado do crisântemo, substância tóxica para os insetos. Se o mosquito ficar por muito tempo zanzando no ambiente, tchau e bença.
Soluções caseiras funcionam?
O óleo de citronela e o de eucalipto-limão conseguem repelir mosquitos, mas são menos eficazes e duram bem menos do que seus os repelentes de farmácia.
É importante ressaltar que nenhum repelente, seja artificial, seja natural, possui 100% de eficácia. Isso porque existem mais de 2.500 espécies de mosquitos espalhadas pelo mundo, e os compostos nem sempre funcionam para bloquear as antenas receptoras de todos eles.







