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Existem dois tipos de chefe ruim, diz a ciência. Qual é o seu?

Nem todo chefe é um psicopata como Gordon Gekko. Mas ter um ambiente de trabalho como a série The Office também pode destruir sua vida.

Por Ana Carolina Leonardi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 dez 2016, 13h48
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Estresse no trabalho te fazer perder o sono e pode causar problemas de saúde décadas depois. Um superior incompetente é grande parte desse problema – e foi por isso que um pesquisador da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, começou a estudar a figura do “chefe ruim”.

Seth Spain é especialista em comportamento organizacional e começou a estudar os chamados “traços obscuros” no trabalho. É a famosa Tríade do Mal: maquiavelismo, psicopatia e narcisismo, uma combinação presente em diferentes níveis nas pessoas que consideramos “malvadas”.

Analisando a maldade corporativa é que Spain concluiu que nem todo chefe ruim é, necessariamente, um psicopata. O cara pode simplesmente pertencer ao grupo dos “chefes disfuncionais”.

LEIA: É 4 vezes mais comum encontrar psicopatas nas empresas

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Um bom exemplo desse tipo de superior é Michael Scott, o chefe da série The Office. Ele é bem intencionado, mas um pouco atrapalhado. Falta habilidade social ou formação de liderança, segundo Spain, mas o principal é que ele não tem nenhum interesse em ofender ou diminuir seus empregados.

Não é o caso do chefe obscuro, o outro tipo de chefe ruim identificado pelo pesquisador. Na ficção, ele seria melhor representado por Gordon Gekko, protagonista do filme

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Wall Street. Este, sim, teria níveis acima do normal de psicopatia, maquiavelismo e narcisismo. Aí, o problema é que a sensação de superioridade que ele sente perante as outras pessoas, a frieza e o prazer em ver os outros sofrerem acaba influenciando no seu trabalho.

LEIAQuais as profissões com mais (e menos) psicopatas

O problema é que as pessoas com características do

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transtorno de personalidade antissocial, nome técnico da psicopatia, têm muitas “qualidades” associadas a posições de chefia. Aguentam o estresse melhor que a maioria das pessoas, tomar decisões de cabeça fria e resistem melhor à pressão – tanto que a profissão em que os psicopatas são mais encontrados é a de CEO.

A princípio, ter um chefe como Scott pode ser tão estressante quanto ter que encarar um Gekko, segundo Spain contou à Universidade de Birmingham. Porém, é importante separar suas diferentes características para entender como melhorar problemas de liderança e gestão dentro de uma empresa.

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O objetivo da pesquisa de Spain é deixar claro que nem todo chefe ruim é psicopata. Se uma empresa (ou um funcionário) estiver lidando com um Scott, entender suas limitações já tem um impacto positivo no estresse profissional. Já com os Gekkos da vida, o buraco é mais embaixo.

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