Não. Nós só somos capazes de ver alguma coisa quando as ondas eletromagnéticas emitidas pelo Sol ou por uma lâmpada batem em um objeto e são refletidas na direção dos nossos olhos. A sombra que se forma atrás do objeto, por sua vez, é uma região em que chegam menos ondas porque a passagem está bloqueada.
Um átomo individual é menor do que o comprimento de onda da luz visível. Por isso, a luz o atravessa sem sofrer qualquer interferência — de modo que ele não faz sombra nem é possível vê-lo.
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Em um sentido extremamente amplo da palavra “ver”, porém, a coisa muda de figura. Existe uma técnica chamada ptychografia que permite fotografar átomos individuais disparando um feixe de bilhões de elétrons contra ele.
Essas partículas subatômicas (ou seja, menores que o átomo em si) interagem com os átomos. E por meio do desvio na trajetória delas, é possível inferir a forma do átomo em si. O computador precisa traduzir a rota dos elétrons em imagens, já que nossos olhos não são capazes de vê-los. Mas essa técnica, em teoria, produz uma sombra, pois sempre haverá uma área atrás dos átomos em que os elétrons não conseguem chegar.
Fonte: textos “On seeing atoms” da Universidade da Dakota do Norte; “See the highest-resolution atomic image ever captured”, da Scientific American.
Pergunta de @jvcalderaro, via Instagram







