5 coisas que a Nintendo vendeu antes dos videogames

A Nintendo foi fundada em 1889, mas só  entrou no ramo dos videogames em 1979, com o arcade Sheriff . Seu primeiro console, o Game & Watch, veio no ano seguinte.

As primeiras décadas da Nintendo foram dedicadas a vender baralho. A partir da década de 1960, a empresa começou a lançar também brinquedos tradicionais.

Este “testador de amor” tratava-se de uma caixinha com um medidor e dois fios, cada qual com uma peça metálica no final. O casal deveria segurar a peça com uma das mãos e, com a outra, segurar a mão do parceiro.

Love Tester (1969)

O medidor então aferia o nível de “amor” do casal, indicando-o de 0 a 100. Provavelmente, o que estava sendo medido era apenas a condutividade entre os dois.

Este carrinho de bebê trazia o grande diferencial de ser dobrável, uma novidade para a época. O nome, Mamaberica, era uma aglutinação de “mama baby car” ("carrinho de bebê da mamãe").

Carrinho de bebê (1970)

Tinha um aspecto bem chinfrim: basta olhar para a propaganda para ver que não era muito confiável. Segundo Florent Gorges, historiador da Nintendo, o produto tendia a prender dedos e se redobrar sozinho.

Brinquedos fotossensíveis eram uma febre. Basicamente, havia sempre uma parte que “disparava” um raio de luz e outra com um sensor receptor. Se a luz fosse na direção certa, isso acionava algum efeito no receptor. 

Armas de luz (1970-1976)

No total, a Nintendo lançou quatro armas de luz: duas pistolas e dois rifles. As partes receptoras eram vendidas separadamente: havia, por exemplo, uma garrafa que, ao ser atingida, se partia em duas.

A caixa trazia um par de “telefones” que mais pareciam câmeras. CVcê falava, ele convertia as ondas sonoras em luz e o aparelho receptor então fazia a decodificação reversa por meio de um fotorresistor

Telefone de luz (1971)

Na prática, era um efeito similar ao de um walkie talkie, só que sem o uso de ondas de rádio. Ao preço de 9.800 ienes (R$ 1.200 hoje), era um item muito caro para ser tratado como brinquedo

O Nintendo Ele-Conga parecia um tambor, mas não era. No topo, onde ficaria a pele para você batucar, havia cinco botões. Eles reproduziam sons de tambor em um alto-falante também na superfície. 

Tambor (1972)

Os sons dos botões eram: caixa de percussão, maracas, aplausos, conga alta e conga baixa. O manual de instruções trazia sequências de botões que a criança podia tocar para criar ritmos diferentes, como mambo e cha-cha.