3 países que ja usaram golfinhos em guerras

Golfinhos e outros animais marinhos são utilizados militarmente há décadas. Geralmente eles são treinados para localizar ameaças debaixo d’água, como explosivos, intrusos, objetos suspeitos e outros riscos.

Desde 1959 os EUA mantêm o Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha. Eles treinam golfinhos-nariz-de-garrafa, que se adaptam bem a diferentes ambientes marinhos. Além disso, possuem audição e visão desenvolvidas.

1) Estados Unidos

Os golfinhos utilizam tecnologias como localizadores para marcar e recuperar objetos, realizar vigilância detectar nadadores não autorizados.

Há evidências de que cinco golfinhos atuaram na Guerra do Vietnã (1955 - 1975), protegendo a Baía de Cam Ranh contra nadadores inimigos. Também foram utilizados na Guerra do Iraque (2003–2011), na identificação de minas.

Após assumir estruturas na Crimeia, a Rússia intensificou seus programas com mamíferos marinhos. Em 2016, o país adquiriu cinco golfinhos, sem explicar oficialmente o motivo. 

2) Rússia

Em 2019, imagens de satélite indicaram a presença de baleias-beluga em instalações russas no Ártico. No mesmo ano, uma beluga com identificação russa foi encontrada na Noruega, levantando suspeitas de uso para espionagem. 

Em 2022, uma análise divulgada pela Marinha dos EUA indicou que golfinhos estavam sendo utilizados para proteger uma base naval russa próxima à Crimeia. Outras imagens de satélite mostraram recintos para os animais no Mar Negro.

Durante a Guerra Fria, a União Soviética  utilizou golfinhos militarmente. Após o fim do bloco soviético, a unidade de treinamento localizada próxima à cidade de Sebastopol passou ao controle da Ucrânia.

3) Ucrânia

A Ucrânia utilizou seu “exército” de golfinhos no conflito de anexação da Crimeia. Em 2014, a Rússia anexou a Crimeia e assumiu o controle da unidade e de seus golfinhos. A Ucrânia tentou negociar o retorno dos animais, sem sucesso.

Reino Unido e Suécia já utilizaram leões-marinhos e focas militarmente. Ainda há indícios de programas militares com mamíferos marinhos na Coreia do Norte e em Israel.