1. Nome aos boisSó espumantes de Champagne (França), elaborados com uvas e métodos específicos, podem ostentar o termo champagne no rótulo. Os do resto do país se chamam crémant. Na Espanha, diversas regiões produzem o cava. E na Itália há o prosecco – que vai em drinks com Aperol e costuma ter 12% de álcool. Existe ainda o sékt alemão, que começa em 10%.2. Tipos de produçãoChampagnes e cavas são feitos pelo método tradicional, em que um segundo round de fermentação ocorre dentro das garrafas. Ele leva no mínimo oito meses e dá origem a bebidas mais encorpadas. Já o prosecco usa o método charmat, em que a segunda fermentação rola em tanques de inox. É mais rápido (uns três meses) e gera bebidas mais leves e frutadas.3. DocinhoAtente-se ao nível de açúcar. Se você quer bebidas mais secas, escolha os do tipo nature (que tem até 3 g de açúcar por litro), extra-brut e brut. Prefere algo mais açucarado? Vá de sec, demi-sec ou doce (este último, acima de 60 g/L). Comidas com alta acidez, por exemplo, pedem espumantes secos. Na hora da sobremesa, as bebidas mais docinhas vão bem.4. É do BrasilOs espumantes brasileiros são reconhecidos internacionalmente – com o bônus de serem mais baratos que os gringos. Em 2022, a região de Pinto Bandeira (RS) foi a primeira fora da Europa a receber uma denominação de origem (DO), um selo que é indicativo de qualidade.Para saber mais- Não é fã das bolhas? Frisantes têm a metade do CO2 de um espumante comum e são feitos a partir do método Asti, com só uma fermentação. Lambruscos são frisantes do norte da Itália.- O Moscatel é feito com uvas Moscato, geralmente com o método Asti. É bem doce e menos alcoólico que um espumante convencional (7,5%, mas há versões fortificadas de 16% a 22%).- Para comidas apimentadas, escolha os espumantes com menor teor alcoólico. Motivo: o álcool potencializa o efeito da capsaicina, substância responsável pela ardência.- Evite rótulos com a palavra “gaseificado”. Isso indica que as borbulhas foram injetadas artificialmente na bebida – e pode ser um forte sinal de que o produto não é tão bom assim.Consultamos Paula Theotonio, sommelier e jornalista especializada em vinho.