The Last GuardianForam 10 anos de espera. Uma década de promessas, atrasos e desculpas para que esse jogo finalmente pudesse rodar. É um jogo perfeito? Com certeza não. Poderia ter saído antes? Sim. Mas valeu a espera? Sem a menor dúvida.Se você não conhece, Last Guardian é o mais novo jogo da Team Ico produtora que encantou o mundo com Shadow of Colosus, lá em 2005, e Ico, de 2001. A trama gira em torno da relação de um menino com um cachorro-pássaro gigante chamado Trico.Cheio de quebra-cabeças com cenas delicadas e emocionais, Last Guardian perde por conta de câmeras com ângulos estranhos e pequenos ruidos na jogabilidade que fazem você travar. Mesmo assim um dos jogos mais bonitos de 2016, tanto no roteiro, quanto na estética.https://www.youtube.com/watch?v=fL2zzgW6YOoThat Dragon, CancerUm jogo que vai te fazer chorar. Dragon é uma espécie de biografia de Joel, filho de Ryan e Amy Green, criadores do game. O menino tem que enfrentar um dragão da vida real: o câncer infantil.Misturando uma estética geométrica, cenas lúdicas, e situações reais demais para quem não está preparado para se emocionar; Dragon é tocante.O fato de ser um videogame, não um filme ou um livro, te enfia naquela situação como alguém que está vivendo; não assistindo, a história de uma criança doente. Mas não espere que isso te coloca no comando das coisas, em Dragon você mais observa do que age e com o pouco controle que tem, tenta se agarrar ao pequeno Joel - enquanto teme que ele se vá.https://www.youtube.com/watch?v=60ZCaupyHhcOverwatchNão é mais questão de opinião: e-sports já se comportam como esportes tradicionais. São milhares de campeonatos ao redor do mundo, com premiações milhonárias - o que acaba até ocasionando dopping e lesões para gamers profissionais. Pois bem, Overwatch foi o presente que 2016 trouxe para os e-sports. E isso já basta para colocá-lo na lista.O novo jogo da Blizard movimentou um publico gamer gigantesco, tanto o profissional quanto o amador. O impacto foi tanto que, em pouco tempo, até filme pornô com os personagens circular na rede. Não é pra menos, o jogo é bem acabado, consegue entreter quem gosta de um bom jogo de tiro e sabe utilizar bem elementos de RPG. Para completar a lista, os personagens são cativantes, sempre acompanhados de bem-feitas animações. Tinha tudo pra dar certo, então deu.https://www.youtube.com/watch?v=FqnKB22pOC0Final Fantasy XVMais um jogo que demorou 10 anos pra sair. Só para dar uma ideia, quando FFXV foi anunciado, ele era uma versão de Final Fantasy XIII. Mas a espera não foi em vão.O jogo é maduro, com uma história bem amarrada e muitas homenagens à série de games - sem deixar de inovar (colocando carros de luxo em meio a monstros, por exemplo).Com uma jogabilidade fluída e gráfico estonteantes, FF 15 é um jogo que prende.https://www.youtube.com/watch?v=SZymd6r4wGgOxenfreeEm julho o mundo parou para admirar como aquele clima oitentista e paranormal de Stranger Things era incrível; o que muita gente não sabia é que essa dica já havia sido dada em janeiro - por um game.Oxefree gira em torno de um grupo de adolescentes que começam a perceber alguns fenômenos não tão normais, e tentam entender o que está acontecendo com o auxílio de um rádio que começa a emitir mais do que música.O game conta com um sistema de diálogos em que, diferentes repostas são possíveis - e consequentemente diferentes consequências aparecem. E isso é bem realizado, não é o tipo de game em que é fácil ser bom ou mal. Você pode acabar machucando muito alguém (principalmente no quesito emocional) mesmo sem intenção disso.Pra colocar a cereja do bolo, o jogo é lindo. Com um visual simples, mas com detalhes especialmente bem feitos, é difícil não viciar.https://www.youtube.com/watch?v=NAhrOoNR4ngUncharted 4: A Thief's EndO primeiro Uncharted foi lançado em 2007 e desde então a série se tornou uma das queridinhas da Sony. O quarto game da série não só continua com o patamar de qualidade que o transformou em um dos jogos mais importantes da última década, como eleva todos os padrões.A Thief's End é melhor. Em todos os sentidos que você possa imaginar. É graficamente melhor resolvido, a inteligência artificial é melhor do que nos últimos três games, e até as atuações das cenas animadas são as melhores da série. Só isso já valeria a compra, mas se você ainda precisa de mais para te convencer, jogue para conhecer melhor os personagens que você já gosta - e conhecer mais alguns no caminho. A história é redondinha, com uma jogabilidade que devia servir de exemplo para qualquer um que queria começar a criar jogos. Estávamos com saudade, Nathan Drake.https://www.youtube.com/watch?v=y1Rx-Bbht5ETitanfall 2O primeiro game já era incrível, com um jogo de tiro em primeira pessoa que, de fato, conseguia inovar. Mas a continuação conseguiu algo ainda mais difícil quando se pensa em dar sequência a algo já bom: ele melhorou.Titanfall 2 corrigiu a pior coisa de seu antecessor, o modo história. Com um enredo que dá vontade de jogar, a trama explora melhor o universo criado para o jogo, e, de quebra, humaniza positivamente os robozões que dão nome ao game. Ele não tenta ser humano, mas ele reage à situações de forma sutil sem que seja apático. Dá pra se apegar à máquina. Michael Bay poderia dar uma assistida antes de lançar o novo Transformers. Dá tempo de mudar pra melhor, Michael, aprende.https://www.youtube.com/watch?v=EXwdWuSuiYAInsideInside é quase um capricho para quem gosta de videogames. É um presente pra quem se apaixonou por Limbo, lá em 2010. Mas está longe de ser só um consolo. O novo game de Playdead consegue, sem depender de nenhum padrinho, arranjar novos fãs.A começar pelo visual. É o jogo graficamente mais bonito de 2016. Cada frame parece um quadro. Um melancólico, mas lindo quadro. E com detalhes hipnotizantes. Um rio que balança conforme as gotas de chuva o tocam, a neblina perturbadora de uma floresta, ou o mar que, em um segundo, se mostra muito maior do que você imaginava. É de chorar.Claro que ele não é só belo, ele é um entretenimento acima da média. Assim como em Limbo, seu personagem sem nome reage a apenas dois botões: o de pular, e o de interagir com objetos. E isso mais que basta. Somando essas ferramentas com as inevitáveis dezenas de mortes que você terá ao decorrer da história, a trama consegue te levar para onde quiser. O roteiro é uma obra prima. Daqueles que não joga certezas na cara, mas te faz questionar todas as possibilidades até atingir seu objetivo.Inside é um primor.Pokémon GoO maior jogo de 2016 durou só um mês. Mas foi tempo mais que o suficiente. A prova disso estava nas ruas. Em Nova York teve gente que largou o carro no meio da rua para pegar Vaporeon no Central Park, em São Paulo, a Av. Paulista parou, e no Rio, atleta olímpico reclamou da falta de pokéstops. Nenhum outro jogo de dentro, ou de fora, dessa lista conseguiu coisa próxima em 2016.E depois? Ué, depois flopou. O game se mostrou cansativo e desestimulante. Em um mês ninguém mais aguentava pegar zubat e todo mundo foi desistindo. Ninguém mais joga. Mas isso é o de menos. Foi um amor de verão em pleno inverno brasileiro. Vai ficar na memória - mas não do celular, por que afinal de contas, o game pegava uma RAM absurda.https://www.youtube.com/watch?v=2sj2iQyBTQs