Pergunta Jessyca Daiane da Silva, Rio de Janeiro, RJA Igreja Católica. A lista final, apresentada no século 13, é a versão aprimorada de uma primeira versão, do século 4. Todo esse esforço em descrever defeitos de conduta tinha um motivo: facilitar o cumprimento dos Dez Mandamentos. Em vez de focar nos erros que afastavam as pessoas de Deus, proibiam-se os vícios de comportamento que os causavam. Se você não sentisse ira, por exemplo, não mataria. Sem luxúria, não cobiçaria a mulher do próximo. Sem soberba, continuaria a amar Deus sobre todas as coisas.Quatro figuras ajudaram a estabelecer e divulgar a lista. Mas uma delas não era membro da Igreja:EVAGRIUS PONTICUSSéculo 4Em 375, este monge grego (345-399) listou as oito atitudes mais graves que os cristãos poderiam cometer: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, orgulho e vanglória. Sua inspiração eram mais os pensadores gregos e romanos do que o Antigo Testamento.PAPA GREGÓRIO 1ºSéculo 5Transformou o texto avulso numa recomendação oficial da Igreja, em 590. Baseou-se no trabalho de Ponticus, mas com algumas alterações. Os pecados foram reduzidos a sete, com a fusão da melancolia e da preguiça em "indolência".SÃO TOMÁS DE AQUINOSéculo 13O frei e teólogo italiano (1225-1274) propôs uma revisão da lista, rapidamente aceita pelas lideranças da Igreja. Foi aí que se consolidaram os tópicos como os conhecemos até hoje: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.DANTE ALIGHIERISéculo 13O escritor, que viveu entre 1265 e 1321, não estava ligado formalmente à Igreja. Mas foi quem de fato popularizou o conceito. Em sua obra-prima, A Divina Comédia, descreveu os diferentes círculos do Inferno e os associou a cada um dos sete pecados capitais. O lado do bemCada pecado também tem uma virtude oposta a ele Soberba - HumildadeAvareza - GenerosidadeLuxúria - CastidadeIra - PaciênciaGula - TemperançaInveja - CaridadePreguiça - DiligênciaFONTES Livros da Coleção Pecados Capitais, diversos autores; série de TV Sete Pecados Capitais, do History Channel