Uma das principais diferenças é o tipo de onda utilizada em cada aparelho. Os chamados raios X são ondas de maior energia e comprimento muito pequeno, capazes de penetrar no corpo humano. Já o body scanner usa ondas de radiofrequência - como os aparelhos de ressonância magnética - que têm menor energia e comprimento maior, sendo rebatidas pelo corpo. Essa tecnologia está cada vez mais presente em aeroportos, para a revista de passageiros. Afinal, é uma opção bem mais segura do que os raios X - que só entram em cena para analisar malas e objetos. Devido à sua característica mais invasiva, os raios X emitem uma radiação que fica acumulada no corpo, o que seria um sério problema para quem anda muito de avião.O X DA QUESTÃONo body scanner, ondas são refletidas pelo corpo em vez de atravessá-loRAIO X1) O aparelho de raios X emite ondas eletromagnéticas que atravessam o corpo da pessoa. Os pontos mais densos, como os ossos, absorvem mais essas ondas do que tecidos como a pele e a gordura2) Após atravessarem o corpo, as ondas de raios X sensibilizam um filme fotográfico. Quando ele é "revelado", as partes densas - que retiveram ondas - aparecem mais brancas na chapa, e o resto do corpo fica com um tom escuroBODY SCANNER1) Na cabine de body scanner há transmissores que emitem ondas de radiofrequência. Ao contrário dos raios X, elas não atravessam o corpo humano. Como são maiores, as ondas batem na pessoa e são refletidas de volta, sendo coletadas por vários receptores2) Transmissores e receptores ficam posicionados em duas colunas que giram 360º, repetindo o escaneamento várias vezes, de diferentes ângulos. Com isso, a imagem final formada é um perfeito modelo em 3D da pessoa escaneada3) Um funcionário analisa as imagens em um monitor, que fica numa sala isolada, longe da cabine. O rosto da pessoa é borrado para evitar constrangimentos e, segundo a direção dos aeroportos, as imagens são sempre destruídas após a análise