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“Médicos que usam máscara cometem mais erros”. Não é bem assim…

Manchete que circulou recentemente pelas redes sociais se baseia na interpretação errada de um estudo de 2008. Entenda o caso.

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
20 jan 2022, 09h15 •
  • O que a notícia dizia:

    Cirurgiões que usam máscara N95 durante as operações apresentam uma redução progressiva no nível de oxigenação no sangue e aumento no ritmo cardíaco, o que acaba resultando em maior chance de cometer erros. Essa é a conclusão de um estudo que acompanhou 53 cirurgiões na Turquia.

    Qual é a verdade:

    O tal estudo (1) também monitorou cirurgiões que não usaram máscara – e eles tiveram a mesma redução de oxigenação e aceleração cardíaca. Ou seja, essas coisas se devem ao estresse natural de uma cirurgia, não à máscara. São alterações pequenas, consideradas normais. E o trabalho (que voltou a circular agora mas foi originalmente publicado em 2008) não traz qualquer menção ao índice de erros cometidos nas cirurgias – sejam com ou sem máscara.

    Fonte 1. Preliminary report on surgical mask induced deoxygenation during major surgery. A Beder e outros, 2008.

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