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Por que, às vezes, se forma uma anel em volta da Lua?

Quando a luz lunar passa por uma camada de nuvens, rola a refração

Por Diogo Ferreira Gomes
22 jun 2010, 15h49 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h31
  • O nome desse anel luminoso é halo lunar: um fenômeno óptico que acontece quando a luz da Lua passa por minúsculos cristais de gelo suspensos na atmosfera. O resultado é um anel de luz com área até 44 vezes maior que a do satélite terrestre em dias de lua cheia.

    O fenômeno se dá na troposfera, a cerca de 17 quilômetros de altitude, graças aos cristais de gelo que formam as nuvens do tipo cirrus. Quando a luz lunar passa por essa camada de nuvens, rola uma refração, ou seja, ela pode mudar de direção. É isso que forma o halo no céu — algo similar acontece quando mergulhamos um canudo num copo e a imagem acima e abaixo do líquido ficam desencontradas.

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    Já o formato circular do halo é fruto da estrutura hexagonal dos cristais.

    O arco-íris é outro exemplo de espetáculo visual causado pela interação entre a luz que entra no planeta e elementos da atmosfera — a diferença, nesse caso, é que a fonte de luz é o Sol e o meio de refração são gotículas suspensas.

    Embora não seja tão colorido, o halo lunar costuma ser usado na meteorologia popular: há quem garanta que um anel em volta da Lua é sinal de chuva.

    CONSULTORIA Samuel Rocha de Oliveira, do departamento de Matemática e Estatística da Unicamp

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