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Em naufrágios, crianças e mulheres têm mesmo prioridade?

Não, isso é um mito criado pela tragédia do Titanic

Por Victor Bianchin
18 dez 2015, 15h25 • Atualizado em 22 fev 2024, 10h31
  • navio-mar-naufragio-agua

    Não, isso é um mito criado pela tragédia do Titanic. Naquele desastre, 75% das mulheres e 51% das crianças a bordo foram salvas, mas apenas 17% dos homens. Não existe nenhuma regra naval exigindo que os cavalheiros fiquem por último e, na prática, isso de fato não acontece. Um estudo de 2012 levantou dados sobre 16 naufrágios entre 1852 e 2011, envolvendo cerca de 150 mil pessoas (o Titanic foi deliberadamente excluído). Ele apontou que, do total de vítimas, 37,4% dos homens escaparam, mas apenas 26,7% das mulheres e 15,3% das crianças. Outro dado curioso: tripulantes sobrevivem mais que passageiros. Cerca de 61% da equipe oficial dos navios estudados continuaram vivos. Entre os passageiros, foram só 26,5%. Ainda segundo a pesquisa, hoje é mais comum dar prioridade ao salvamento de pessoas com alguma vulnerabilidade mais óbvia, como portadores de necessidades especiais.

    FONTE Gender, Social Norms, and Survival in Maritime Disasters, de Mikael Elindera e Oscar Erixsona

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