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Como nascem e morrem as estrelas?

Por Reinaldo José Lopes
18 abr 2011, 18h24 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h29
  • O processo de nascimento de uma estrela é mais ou menos padrão, o que muda mesmo é a maneira como ela morre. Estrelas pequenas ou médias, como o nosso Sol, terminam a vida esfriando lentamente, enquanto astros maiores podem acabar seus dias como assustadores buracos negros! Aqui você confere como são os ciclos de vida estelar mais comuns. O curioso é que esses ciclos são fundamentais para a construção do Universo. Nas várias etapas da vida de uma estrela, surgem diferentes elementos químicos, como hélio, carbono e ferro, todos frutos da fusão nuclear – a grande fonte de energia desses astros.

    Vida de astro Uma estrela como o Sol pode ter seu diâmetro aumentado cem vezes antes de começar a apagar

    1. Em geral, uma estrela nasce numa região conhecida como berçário estelar. Os berçários espalhados pelo Cosmo têm nuvens moleculares gigantes. Formadas por gás e poeira, tais nuvens chegam a ocupar uma área equivalente à de todo o sistema solar! Com a ação da gravidade, os gases e a poeira se juntam e a nuvem molecular começa a perder suas partes mais densas

    2. Aos poucos, um pedaço desprendido que ganha ainda mais densidade e calor passa a girar em torno de si até virar um tipo de disco. A estrela nasce pra valer quando a temperatura e a densidade no disco ficam tão altas que seus átomos de hidrogênio se fundem, virando hélio. É o início da fusão nuclear. Tudo isso leva dezenas de milhões de anos

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    3. Com seu motor (a fusão nuclear) ligado, a estrela entra numa fase estável de “queima de combustível”. Para estrelas pequenas ou médias, isso pode durar uns 10 bilhões de anos – é nesse estágio que o Sol está hoje. Já para astros maiores, a fase estável só dura milhões de anos. Quando o hidrogênio acaba, o combustível para a fusão passa a ser o hélio

    4. Quando predomina a fusão do hélio, a estrela ganha energia extra e se expande, virando uma gigante vermelha – ou supergigante vermelha se era um astro com pelo menos oito vezes a massa do Sol. Após o crescimento, o destino da estrela segue por dois rumos diferentes, dependendo do tamanho dela

    5a. Para uma estrela como o Sol, a fase gigante vermelha dura uns 2 bilhões de anos. Depois, o astro expulsa suas camadas externas, virando uma nebulosa planetária. No centro dela fica o “cadáver” do velho astro: uma estrela anã branca. Feita de carbono e oxigênio, ela termina seus dias esfriando por bilhões e bilhões de anos, mas sem se apagar totalmente

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    5b. Destino mais catastrófico têm as estrelas com mais massa que o Sol. Nelas a fusão nuclear continua, e o hélio vai virando elementos cada vez mais pesados, até chegar ao ferro. O núcleo fica então tão denso que não consegue mais suportar o próprio peso e desaba, liberando tanta energia que a estrela se despedaça. É o fenômeno conhecido como supernova

    6a. A detonação de uma supernova pode criar uma estrela de nêutrons. Isso ocorre se o núcleo que entrou em colapso tiver menos do que três massas solares. Nesse caso, o que resta da supernova é uma crosta de ferro sólido, muito densa, debaixo da qual está uma “papa” formada por nêutrons, uma partícula atômica

    6b. Mas ainda dá para ter um fim pior… Se o núcleo que originou a supernova tiver mais que três massas solares, o destino da estrela é se contrair até virar um ponto de gravidade pura, sem nenhum diâmetro. É o temido buraco negro, que teoricamente é tão denso que nem a luz consegue escapar da sua gravidade

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    Quando o Sol se for

    Quando virar uma anã branca, estágio final de sua vida como estrela, o Sol deve ficar com um diâmetro parecido com o da Terra; ou seja, com aproximadamente um centésimo do diâmetro que tem hoje. Apesar de encolher muito no tamanho, o Sol ainda irá preservar quase 60% de sua massa original

    Vermelha por quê?

    Quando a estrela se expande, sua energia é distribuída por uma área maior e por isso o calor na superfície cai. Isso deixa a estrela com um tom mais avermelhado. Quando o Sol chegar lá, daqui a 4 bilhões ou 5 bilhões de anos, seu diâmetro aumentará cem vezes, o que dá para engolir a atual órbita da Terra!

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