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Como é feita a degustação de vinhos?

Por Diego Meneghetti
28 set 2012, 19h25 • Atualizado em 22 fev 2024, 10h45
  • vinho

    Em etapas separadas e sequenciais, que estimulam os sentidos visual, olfativo e gustativo de quem bebe o vinho. A degustação consiste em provar um pouco de vinho sem saber a marca,com muita atenção, e dizer se gostou (ou não) e por que gostou (ou não). Essa não é uma atividade exclusiva dos entendedores do assunto. E, segundo enólogos, pode ser feita por qualquer interessado.

    DELEITES DE BACO

    Etapas da degustação devem ser feitas na ordem certa

    A taça precisa ter um formato padronizado e, desde a primeira etapa, deve ser segurada pela base ou pela haste para a bebida não esquentar (a temperatura do vinho ideal para degustação é entre 5 e 12 oC)

    1.A primeira etapa consiste em olhar o vinho, já na taça, contra um fundo branco e analisar a intensidade de cor, a tonalidade e a transparência do líquido. É importante checar ainda se não há nenhuma partícula nadando nele. Tudo isso para preparar o paladar. Por exemplo: se o líquido é visivelmente mais grosso (não muito transparente), você já pode esperar por um vinho mais “encorpado”

    2. Em seguida, é preciso agitar o vinho na taça, colocar o nariz na boca do copo e cheirar fundo! Com a evaporação, aromas diferentes da uva podem ser percebidos. Há quem diga que sente cheiro de cereja, amora e rosa ou aromas mais estranhos, como couro, tabaco e até bacon defumado. Mais uma etapa que serve para imaginar o que vem a seguir

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    3.Finalmente, é hora de cair de boca. Ao beber, o degustador deve manter o vinho na boca por cerca de 15 segundos para que as diferentes regiões da bochecha e da língua possam curtir a bebida – e identificar as distintas sensações, como doce, salgado, ácido e amargo. Depois, repete-se a dose. É só nesse momento que as percepções anteriores são confirmadas

    4.Após saborear e decidir se gostou, é importante repassar essa informação para alguém, numa conversa entre amigos ou em algum concurso promovido por instituições como a Associação Brasileira de Enologia. O parecer mais completo e técnico é feito com notas de zero a 100 em uma ficha com mais de dez quesitos, e que inclui uma explicação final das sensações obtidas na degustação

    PEQUENOS GOLES

    Duas dicas (e um recorde) sobre o curioso universo da enologia

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    Pronto para outra

    No intervalo entre a degustação de cada taça, é legal comer um pedaço de pão e tomar um pouco de água mineral para limpar o paladar

    Bota pra fora

    Numa degustação completa, deve-se beber até esvaziar a taça. Por isso, há quem cuspa o vinho, para não ficar bêbado após “enxugar” várias taças

    Recorde etílico

    A maior degustação foi feita na Bélgica, em maio deste ano: 1.692 pessoas tomaram cerca de 1.150 garrafas de vinho e 3 mil litros de água

    ADEGA COMPLETA

    Há várias formas de classificação, que variam conforme a região e as matérias-primas da fabricação

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    Os vinhos do Velho Mundo (Europa) têm nomes próprios, geralmente derivados da região na qual são fabricados: Chablis, Châteauneuf-du-Pape, Corton Charlemagne, Champagne e Montrachet. Já os do Novo Mundo (Austrália, EUA, Argentina, Chile e África do Sul) seguem outra divisão:

    Por tipo

    Tranquilo (sem gás), frisante (pouco gás) ou espumante (muito gás)

    Por teor de açúcar

    Seco (com pouco açúcar), meio-seco (com açúcar moderado) ou suave (com mais açúcar)

    Por classe

    Branco (feito com uvas brancas, sem a casca), tinto (com uvas tintas ou pretas, com a casca) ou rosê (com a mistura de uvas brancas e tintas)

    Por uvas famosas

    Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenère, Chardonnay*, Gamai, Malbec, Merlot, Moscato*, Pinotage, Pinot Noir, Prosecco*, Sauvignon Blanc*, Syrah, Tannat

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    NA PONTA DA LÍNGUA

    Cada região do órgão percebe com mais intensidade uma sensação diferente

    Ponta

    Doce

    Laterais e bochecha

    Ácido

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    Superfície

    Tanino ou adstringência – é onde sentimos aquela sensação de amarrar a boca, como quando comemos banana verde

    Fundo

    Amargo

    FONTES Juliano Perin, diretor de degustação da Associação Brasileira de Enologia; José Luiz Pagliari, professor de enologia em cursos de extensão e pós-graduação do Senac e diretor da Associação Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo; Arthur Azevedo, diretor da Associação Brasileira de Sommeliers; site laplusgrandedegustation.be

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