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Quadrinhistas da Marvel e DC ilustram lendas brasileiras

Chupa-cabra, Loira do Banheiro, Boitatá e outros tradicionais mitos brasileiros ganharam contornos de super-heróis (ou vilões)

Por Felipe Germano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
1 nov 2018, 21h10 • Atualizado em 26 out 2020, 13h59
  • Uma mulher forte, no sentido mais literal da palavra, com habilidades sobre-humanas e criada longe de quaisquer centros urbanos. Dedica sua vida, então, a combater ameaças que afetam, principalmente, os mais indefesos. Poderíamos estar falando de algumas de dezenas de personagens dos quadrinhos: Mulher-Maravilha? Tempestade? Não. O alvo da descrição é a brasileiríssima Caipora.

    A personagem não é a única lenda brasileira com características de supers da ficção. O boto cor de rosa, por exemplo, alterna entre forma humana e animal – como Mutano, da DC – e dá pra traçar alguns paralelos entre o Chupacabra e o Venom, da Marvel. Pensando nisso, um quadrinhistas brasileiros que trabalham para as maiores editoras do planeta se juntaram para ilustrar os mitos brasileiros – com a mesma qualidade que vemos os Vingadores e a Liga da Justiça.

    O projeto envolve mais de 50 artistas. Todos com um trabalho relevante dentro da indústria. Entre eles estão o desenhista Ronan Cliquet, paulistano que desenha pra Marvel desde os 17 anos, e a colorista gaúcha Cris Peter, consagradissíma no mercado e responsável por trabalhos em títulos como Batgirl e X-men, só para citar alguns exemplos.

    Abaixo você vê 17 dessas artes.

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    As ilustrações  foram feitas com um objetivo bem claro: produzir um livro que reunisse todas as artes. O projeto, chamado Lendas, está na plataforma de crowdfunding Catarse, para quem quiser ajudar. Quanto mais você puder contribuir, melhor sua recompensa: que pode ser desde uma versão em PDF do livro (por R$ 20) até uma versão capa dura acompanhada de um desenho original (R$ 350).

    De qualquer forma, o projeto já conseguiu a grana necessária -e a ultrapassou. Os produtores precisavam de R$ 25 mil para conseguiu fazer a ideia para de pé. Pouco menos da metade dos quase R$ 55 mil arrecadados até agora. Sucesso que poderia subir até mesmo à cabeça da mula.

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