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Por que havia mais animais gigantes na pré-história?

Animais gigantes sempre existiram. O estranho é que eles sejam tão raros agora.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 19 ago 2024, 14h51 - Publicado em 18 ago 2024, 18h00

A pergunta é outra: por que não existem mais tantos animais terrestres grandalhões (e note que essa observação não vale para a biologia marinha: a baleia-azul atual é o maior animal que já existiu, até onde o registro fóssil permite afirmar).

Até pouco tempo atrás, esses bichões eram regra, e há bons motivos para acreditar que a escassez atual deles é apenas um período breve e incomum na história da Terra. 

O grupo mais recente de gigantes foi a megafauna do Pleistoceno – uma época geológica que começa há 2,58 milhões de anos e termina apenas 11 mil anos atrás, quando a era glacial mais recente se encerra e o ser humano começa a praticar agricultura em larga escala. Para os padrões da história da Terra, isso foi ontem. Trata-se de um passado estupendamente recente. 

Estamos falando das preguiças e capivaras gigantes que habitavam a América do Sul, dos mamutes, mastodontes e rinocerontes lanudos e de outros integrantes do elenco de A Era do Gelo, como os tigres-dente-de-sabre. 

Esses animais acabaram extintos em partes por nossa culpa (herbívoros imensos são alvo preferencial de caçadores Homo sapiens) e em partes por causa das mudanças em diversos ecossistemas desencadeadas pelo aquecimento do planeta – a parcela exata de culpa de cada fator não é consenso entre os especialistas. 

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Ao longo da história da Terra, gigantes foram mais comuns do que são hoje, e momentos diferentes da história do planeta forneceram condições para o agigantamento de bichos diferentes. 

Por exemplo: quando as concentrações de oxigênio no ar eram maiores, os insetos podiam alcançar o tamanho de pássaros ou cães. A explicação disso passa pelo fato de que esses artrópodes não têm pulmões nem podem usar o sistema respiratório para distribuir o gás aos órgãos internos. 

Eles absorvem O2 por meio de buracos no abdômen chamados espiráculos, que levam a tubinhos denominados traquéias. As traqueias se ramificam dentro do corpo do inseto até o oxigênio se distribuir célula a célula, por difusão. 

Quanto maior a concentração de oxigênio na atmosfera, mais fácil é abastecer o corpo do inseto, e maior ele pode ser. O que explica a existência de libélulas do tamanho de corvos na época dos dinossauros.

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