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“Viagra reduz em 39% o risco de infarto”. Não é bem assim…

A manchete se espalhou pela internet. Mas se baseia na interpretação errada de um estudo - que nega, inclusive, essa conclusão

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 fev 2023, 11h22 •
  • O que a notícia dizia

    Um estudo acompanhou 23 mil homens americanos, com idade média de 52 anos, que usaram esse medicamento por mais de uma década – e descobriu que, entre eles, houve 39% menos mortes por doenças cardiovasculares (comparando com outro grupo, de 48 mil homens, que não tomava o remédio). Isso supostamente acontece porque o Viagra dilata os vasos sanguíneos, diminuindo o risco de infarto.

    Qual é a verdade

    Não é possível afirmar que a redução nas mortes se deva a algum efeito do Viagra. O próprio estudo (1) admite isso (“não é possível estabelecer causalidade”), e diz que pode haver outro fator envolvido: talvez os homens do grupo no qual houve menos mortes fossem mais saudáveis, tivessem uma vida sexual mais ativa – e por isso consumissem o remédio.

    Fonte 1. Effect of phosphodiesterase type 5 inhibitors on major adverse cardiovascular events. RA Kloner e outros, 2023.

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