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Ouça o som produzido pelo brilho das estrelas

Por meio de simulações 3D, pesquisadores conseguiram converter as ondas de gases do interior das estrelas em ondas sonoras.

Por Caio César Pereira
27 jul 2023, 17h44 • Atualizado em 27 jul 2023, 17h48
  • “No espaço, ninguém pode ouvir você gritar”, dizia o slogan de Alien – O Oitavo Passageiro (1979). Faz sentido, afinal o som não se propaga no vácuo. Mas, graças a uma recente pesquisa, talvez seja possível escutar o brilho das estrelas.

    Você já deve ter percebido que as estrelas “piscam”. Esse brilho inconstante delas, que a gente enxerga a olho nu, é chamado de “cintilar”. Para quem observa da Terra, parte desse fenômeno se deve à atmosfera, que desvia a luz emitida por essas estrelas antes dela chegar aos nossos olhos.

    Acontece que as estrelas possuem um efeito de piscar próprio. No decorrer dos meses, ora elas escurecem, ora brilham de forma mais intensa. Se você nunca reparou nisso, não se preocupe: essa alternância é difícil até para telescópios terrestres detectarem. Mas, afinal: por que isso acontece?

    Esse fenômeno tem a ver com o gás presente no núcleo das estrelas. Em uma agitação de gases quentes e frios, essa mistura acaba produzindo ondas. Algumas ficam dentro das estrelas, mas outras chegam à superfície, variando assim sua temperatura, e consequentemente, seu brilho.

    Brilha, brilha, estrelinha

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    Um novo estudo da Universidade de Northwestern (EUA) conseguiu desenvolver uma modelo para determinar o intervalo e a frequência dessas ondulações. Usando simulações 3D, os pesquisadores foram capazes de não só replicar esse brilho, mas também converter essas ondas de gás em ondas sonoras. Você pode ouvir essa cantoria estelar no vídeo abaixo:

    Assim como em uma orquestra, a sinfonia celeste possui diferentes sons. “Acontece que estrelas massivas de tamanhos variados são como instrumentos diferentes da mesma família”, diz Evan Anders, pós-doutor no Centro de Exploração e Pesquisa Interdisciplinar em Astrofísica, de Northwestern, e  líder do estudo.

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    As estrelas menores, com uma cavidade de onda menor, possuem um som mais agudo, parecido com o de um violino. Já as maiores, possuem mais espaço para as ondas ecoarem, produzindo um som mais grave, como o de um violoncelo.

    Agora que nós podemos ouvir as estrelas, basta procurar entender o que elas dizem. Para isso, talvez possamos seguir os conselhos do poeta Olavo Bilac: “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido, capaz de ouvir e de entender as estrelas.”

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