Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Resoluções Ano Novo: Super por apenas 5,99

O que são os raios vermelhos no céu do Himalaia?

Segundo um novo estudo, essas são algumas das descargas elétricas atmosféricas mais complexas e intensas da Terra.

Por Manuela Mourão
22 mar 2025, 18h00 • Atualizado em 26 mar 2025, 12h12
  • A foto vencedora do Concurso Fotógrafo de Astronomia do Ano em 2023, na categoria “Paisagens celestes”, foi feita por dois astrofotógrafos chineses: Angel An e Schuchang Dong. A imagem é digna de medalha. A imagem mostra a cadeia montanhosa do Himalaia, que abriga o Everest, com o céu rasgado por traços vermelhos. 

    O fenômeno fotografado são os raios vermelhos – ou “sprites vermelhos”, apelido que receberam por sua aparência de água-viva. Estes são fenômenos atmosféricos reais que acontecem quando descargas elétricas são liberadas acima de tempestades

    Quando chove, é comum olhar pela janela e observar raios brancos cortando os céus. Os vermelhos são bem menos comuns. Eles ocorrem entre 50 e 90 quilômetros de altitude, e sua cor é resultado da excitação do gás nitrogênio. Apesar de impressionante, esse fenômeno ainda é pouco compreendido.

    Um novo estudo esclarece a força motriz por trás desses grandes “fogos de artifício”. Publicado no Advances in Atmospheric Sciences e escrito por Gaopeng Lu e por um time de cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, o estudo isolou o caso das descargas elétricas que caiam sobre o Himalaia para entender se, para além do espetáculo, elas eram especiais também no ramo da física. 

    Para a pesquisa, Lu e sua equipe analisaram as imagens feitas pelos astrofotógrafos, que não eram cronometradas. A falta de um relógio impedia que os cientistas associassem os fenômeno visual às descargas elétricas originais. 

    Continua após a publicidade

    Esse foi apenas um contratempo: os autores optaram por uma alternativa inovadora, descobriram que era possível combinar as coordenadas de 95 sprites com satélites orbitais e mapas estelares. Assim, eles conseguiram identificar o momento dos eventos – com a margem de erro de apenas um segundo – e quem eram os raios “pais”.  

    “Tempestades na região do Himalaia têm o potencial de produzir algumas das descargas elétricas atmosféricas superiores mais complexas e intensas da Terra”, disse Lu em comunicado.

    Compartilhe essa matéria via:
    Continua após a publicidade

    O evento fotografado, que ocorreu em uma área entre o nordeste da Índia e o Tibete, teve o maior número de sprites já registrado no Sul da Ásia, com correntes de pico superiores a 50 kA. 

    De acordo como o estudo, as descobertas ajudam a melhorar a análise de tempestades regionais e suas influências nas áreas ao redor. A metodologia desenvolvida também pode ser usada por cientistas cidadãos em seus próprios estudos meteorológicos.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.