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Mudanças climáticas tornam CO2 mais potente, diz estudo

A concentração de dióxido de carbono na atmosfera gera um aprisionamento de calor, o efeito estufa. Agora, um novo estudo mostrou que isso aumenta o poder represador do próprio CO2. Entenda por que.

Por Caio César Pereira
1 dez 2023, 17h39 • Atualizado em 1 dez 2023, 17h44
  • Que o dióxido de carbono (ou CO2), é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global e mudanças climáticas, isso não é novidade para ninguém. Desde a Conferência de Estocolmo em 1972, os países já debatem formas de frear a emissão desses gases. Mas, é como aquele ditado: nada é tão ruim que não possa piorar.

    Na semana que abre a COP28, conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, pesquisadores da Escola de Ciências Marinhas, Atmosféricas e Ambientais da Universidade de Miami fizeram uma descoberta. Segundo um estudo, quanto mais o dióxido de carbono é liberado na atmosfera, mais potente ele se torna.

    Publicada na revista Science, a pesquisa mostra que a poluição por esse gás gera um efeito Ouroboros, onde a causa do problema retroalimenta o próprio problema. O CO2 é um dos gases do efeito estufa, ou seja, quanto mais o clima pela sua emissão se altera, mais forte o gás fica.

    É isso o que diz Brian Soden, um dos autores do estudo, em nota na publicação do artigo. Soden é professor de Ciências Atmosféricas na Escola Rosenstiel da Universidade de Miami, nos EUA.

    “Nossa descoberta significa que, à medida que o clima responde aos aumentos de dióxido de carbono, o próprio dióxido de carbono se torna um gás de efeito estufa mais potente. É mais uma confirmação de que as emissões de carbono devem ser reduzidas mais cedo do que tarde para evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas.”

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    Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores foram analisar o aumento do CO2 na segunda camada de nossa atmosfera, em uma região superior chamada de estratosfera, que fica entre 11 km e 50 km de altitude. É nessa região que fica a camada de ozônio, região com uma camada do gás ozonio (O3), que protege a Terra contra os raios ultravioleta. 

    Utilizando ferramentas de análise de modelos climáticos, eles observaram o seguinte: a concentração de CO2 gera um efeito de aprisionamento de calor. Já era conhecido que essa região costumava resfriar com altas concentrações de CO2. O problema é que esse resfriamento faz com que o aumento do próprio CO2 tenha um efeito de aprisionar calor ainda maior do que se acreditava. 

    E é justamente esse aprisionamento de calor na atmosfera que gera o chamado efeito estufa. Essa quantidade de calor presa na atmosfera pelo aumento do CO2 é chamada de forçamento radiativo, e por muito tempo, se acreditou que era algo que não se alterava muito ao longo do tempo.

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    A nova descoberta, mostra, porém, que esse não é o caso. O forçamento radiativo não só não é constante, como também muda à medida que o clima responde aos aumentos do próprio dióxido de carbono.

    Mesmo com as tratativas e convenções, as emissões de CO2 não diminuíram o suficiente, de forma que essa pesquisa mostra que o contínuo aumento de CO2, podem gerar efeitos estufas ainda piores do que se imaginava.

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