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Argentina desenvolve novo tipo de soja transgênica

A espécie é a primeira a ser inventada por cientistas argentinos, e é mais resistente à seca

Por Ana Luísa Fernandes
7 out 2015, 18h15 • Atualizado em 4 nov 2016, 18h59
  • A nova espécie foi criada pela pesquisadora Raquel Chan, da Universidade Nacional do Litoral, que isolou e inseriu genes de girassol na soja. Os girassóis possuem grande resistência à seca, porque têm raízes profundas, que exploram grande volume do solo. Assim, conseguem absorver mais água e nutrientes. Normalmente, a soja não se adapta bem a lugares muito secos -90% do peso da planta é água. Com as alterações genéticas, espera-se a soja, um dos principais produtos de exportação da Argentina, consiga crescer sem tanta demanda hídrica. A notícia foi dada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no dia 5 de outubro. Um tipo de batata geneticamente modificada para resistir ao vírus PVY, que pode acabar com até 80% do cultivo, também foi aprovada. Em entrevista, Kirchner disse que “Estes não são apenas eventos tecnológicos, mas também produtos com grande impacto econômico e social que representam uma alternativa na produção global de alimentos”.

    A soja é um dos principais cultivos transgênicos no mundo. Em 2014, a versão geneticamente modificada já ocupava quase 92% da safra brasileira. O tipo mais conhecido é o Roundup Ready, resistente a um pesticida, o glifosato. Além de ser cultivado no Brasil, ele também é plantado nos Estados Unidos, no Japão e na própria Argentina. O milho transgênico é outro alimento que figura na lista dos mais plantados, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos. Mais de 18 espécies foram aprovadas para produção, e, hoje, representam mais de 85% da lavoura desses dois países. A Europa, por outro lado, é resistente aos transgênicos – que lá, com exceção da Espanha, são cultivados em pequena escala.

    milho

    Em 2011, foi aprovado por aqui o primeiro feijão transgênico do mundo, desenvolvido pela Embrapa. Ele é resistente ao vírus do mosaico dourado, que é a principal praga do feijão e pode causar até 100% de perda da produção. Apesar de ter sido aprovada há 4 anos, a nova espécie ainda não é comercializada, pois ainda faltam estudos a respeito dela. A promessa é que até o ano que vem o feijão já esteja disponível para os agricultores.

     

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